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quarta-feira, 20 de abril de 2011

O Senhor verdadeiramente ressuscitou, aleluia

  
   Se alguém perguntar qual é a nossa esperança... se questionarem: o que os cristãos esperam de fato? A ressurreição é a nossa resposta. Nós vamos ressuscitar com Jesus. E a Páscoa é este tempo de graça em que toda a Igreja brada a plenos pulmões a mais linda e comovente de todas as notícias: Jesus ressuscitou.
 
  Sim! Jesus está vivo e tem o poder de nos resgatar da morte! Essa é a nossa fé. Em sua cruz, Jesus deu sua vida por nós, mas, uma vez ressuscitado, ele tem o poder de dar a sua vida a nós. Não só pode como já a deu por meio de seu Espírito Santo. Em sua ressurreição, ele venceu o pecado e seus males, de forma que, agora, pode nos libertar de toda força de morte.
 
  O mal foi derrotado. O pecado foi vencido. Já não existe corrente ou prisão espiritual, por mais forte e antiga que seja, que não possa ser despedaçada pela mão poderosa de Deus, pelo vigor espiritual que jorra do coração de Jesus ressuscitado. Para que isso fosse possível, o Senhor passou por uma morte terrível, mas ao terceiro dia, o sepulcro explodiu incapaz de conter tanta vida.
 
  O Pai não deixou seu Filho entregue à morte. Ao contrário, levantou-o de sua humilhação e concedeu-lhe todo o poder, de modo que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho no céu, na terra e no inferno. Ser salvo por Deus é justamente isto: ser alcançado pelo poder da ressurreição de Cristo, já enquanto vivemos neste mundo. Quando isso acontece, a gente renasce, uma nova vida tem início imediatamente para nós. Uma vida infinitamente mais saudável, mais rica e mais feliz.
 
  Jesus Cristo morreu e ressuscitou para nos dar essa vida, porque nos ama, porque se compadeceu ao ver os nossos inúmeros sofrimentos. Ele veio nos libertar. As curas que realizou no passado e continua realizando hoje são um sinal claro de que Deus é por nós.
 
   Jesus não só tem o poder de curar, mas também de perdoar os pecados. Ele veio salvar a pessoa inteira: alma e corpo. Ele é o médico e o remédio. E para fazer com que essa vida nova aconteça em mim e em você, ele pergunta: “Você crê em mim? Crê na força de minha ressurreição? Você aceita a salvação que estou lhe oferecendo?”
 
  Pela fé, Jesus se põe ao nosso alcance e deixa-se tocar por todos os que precisam dele. Seu amor é tão grande que ele assume as nossas misérias: “Ele levou nossas enfermidades e carregou as nossas doenças” (Is 53,4).
 
   Na Cruz, Jesus tomou sobre si todo o peso do mal e, ao ressuscitar, destruiu o pecado com seus efeitos. Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (cf, Jo 1,29). Se, por um lado, Jesus não curou a todos os doentes neste mundo, por outro, a ninguém negou a sua vida. Suas curas são sinais de que chegou o tempo da salvação - tempo de alegria e de festa. Elas apontam para uma cura mais radical: a vitória sobre o pecado e sobre a morte por sua Páscoa, por sua ressurreição. Enquanto vivemos neste mundo, a fé é a única maneira de tocarmos o Senhor e experimentarmos já a sua salvação.
 
   Aqueles que encontraram Jesus na fé sabem que dele continua a sair uma força suficientemente poderosa para transformar toda a sua vida. Aproxime-se mais do Senhor. Ore. Peça a ele: Jesus, toca-me! Jesus, cura-me! Jesus, salva-me!
 
   É Páscoa, é tempo de salvação. Creia em Jesus! Creia em seu amor por você! Com a graça de Deus as coisas vão mudar, a sua vida vai se renovar. Alegria minha, alegria nossa, Cristo ressuscitou!
Deus abençoe você!

Monsenhor Jonas Abib

 

sexta-feira, 18 de março de 2011

Crisma




   A Crisma é a força de Deus. Nós só conseguimos viver porque Deus nos dá essa força. Essa força de Deus é o Espírito Santo agindo em nós. Na Igreja, a experiência de nossa vida é celebrada no sacramento da Crisma. A Crisma é o sacramento do cristão que está amadurecendo na fé.

   Juntamente com o Batismo e a Eucaristia, o sacramento da Confirmação constitui o conjunto dos "sacramentos da iniciação cristã" cuja unidade deve ser salvaguardada. Por isso, é preciso explicar aos fiéis que a recepção deste sacramento é necessária à consumação da graça batismal. Com efeito, pelo sacramento da Confirmação "os fiéis" são vinculados mais perfeitamente à Igreja, enriquecidos de força especial do Espírito Santo, e assim mais estritamente obrigados à fé que, como verdadeiras testemunhas de Cristo, devem difundir e defender tanto por palavras como por obras.
 
   Durante a primeira vinda de Cristo sobre a Terra, Ele prometeu aos seus apóstolos o Paráclito (advogado, defensor). Jesus também promete o Espírito Santo para nós, e nos é concedido através do Sacramento da Confirmação. A Crisma também é chamado Sacramento da Confirmação, pois através dele confirmamos o nosso Batismo que recebemos na maioria das vezes quando criança.

   Confirmar o Batismo é muito importante, pois quando criança não temos a consciência do Sacramento, mais sim os nossos parentes mais próximos que resolveram levá-lo até a pia batismal. Já na Crisma, não são os seus parentes que escolhem se queres ou não receber o Crisma, mas sim você mesmo.
No sacramento da Crisma recebemos os dons do Espírito Santo: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Piedade, Ciência e Temor de Deus. Eles são dons que nos aproximam de nossa vocação: a Santidade.

   Quando recebemos o Espírito Santo e nos abrimos inteiramente à graça sacramental não agimos em nós, mas sim o próprio Deus nos usa de instrumento e agi em nós. Por isso podemos considerar o crismando uma pessoa com grandes responsabilidades. Veja: No Batismo recebemos o Espírito Santo e nos transformamos de criaturas de Deus para Filhos de Deus. Já na Crisma dizemos com consciência: Quero ser Filho de Deus e assumir a minha missão de evangelizar.

O mesmo Deus que os apóstolos receberam no dia de Pentecostes é o mesmo que recebemos no Sacramento da Crisma, por isso a mesma autoridade que eles tinham ao anunciar a Palavra de Deus é a mesma que possuímos. O dia em que nos crismamos é sem dúvida o dia de nosso Pentecostes. Onde o Espírito Santo nos é enviado para transformar e santificar.

As transformações do Espírito Santo são nitidamente vistas na Bíblia. Observe: Vamos dar o exemplo do apóstolo Pedro. Antes do dia de Pentecostes era um pescador de pouca instrução, medroso, incrédulo e infiel. Quando se passou o dia de Pentecostes, melhor dizendo, logo ao sair do cenáculo onde o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos e Maria, ele realizou um discurso que prova o poder do Espírito Santo (At 2, 14-41). Podemos até duvidar se realmente era o mesmo Pedro pescador e incrédulo.

Foi a partir daí que a Igreja se firmou, ou seja, foi através do Papa São Pedro que a Igreja de Jesus Cristo surgiu. Vejamos: se somos também Igreja, é através do Sacramento da Crisma que firmamos em nós o "tijolo" eclesial que somos.

                                                                                                  Fonte: Auxiliadora.

quinta-feira, 17 de março de 2011

A busca por uma nova vida


   Este período, iniciado na Quarta feira de cinzas, que a Igreja nos proporciona em preparação para a Páscoa do Senhor também deve ser tomado como uma oportunidade para vivenciarmos a experiência do deserto que Cristo passou. E é neste momento onde podemos observar o grande exemplo de Jesus no sentido da renúncia a tudo aquilo que nos propicia esquecer Deus. E assim conseguirmos entrar numa maior e mais perfeita comunhão com Ele.

   É importante frisar que, a renúncia ao supérfluo não deve ser encarada como um “auto flagelo” ou até mesmo um desafio as nossas capacidades. De forma alguma, pois, a Igreja, como mãe e educadora, quer nos levar a refletir sobre a importância de algumas praticas dignas de um cristão. São elas: a esmola, não uma prática mesquinha de quem dá o que sobra, mas com compaixão e solidariedade pelos excluídos e injustiçados. O jejum, renúncia alegre do desnecessário, como forma de ser solidário com aqueles que nada possuem.  E a oração, oportunidade de recolhimento e comunhão com Deus. São estas as três principais obras de misericórdia evidenciadas na quaresma, que devem nos levar a verdadeira dimensão da mudança de vida que este tempo litúrgico nos proporciona.

   A quaresma deve ser uma oportunidade para “morrermos para o pecado”, principalmente daqueles aos quais somos mais suscetíveis, e que nos prendem a uma condição de práticas mesquinhas e egoístas. Pois, para que possamos ressurgir para uma nova vida pela páscoa de Jesus, devemos antes abrir mão da vida mundana, como nos diz a carta de são Paulo a Timóteo: “Eis uma verdade absolutamente certa: Se morrermos com ele, com ele viveremos.” (2 TIM 2,11). Bem se sabe das inúmeras dificuldades que temos de abdicar de nossos comodismos e maus costumes, mas é exatamente isso que Jesus nos chama a fazer quando diz: "Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e me siga. Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la.” (MT 16,24-25). Portanto os desafios de sempre lutar contra o pecado devem, não cansar, mas robustecer o espírito.

   Somos todos chamados a uma conversão sincera que acarreta um esforço diário para mudança de vida, e como foi dito antes não devemos nos cansar e achar que a santidade é algo que está além do que podemos alcançar. Pelo contrário, antes, sabendo que, nada podemos fazer sozinhos, devemos sempre nos abastecer da graça de Deus, e por ela auxiliados, permanecermos fiéis, contritos e perseverantes na caminhada rumo à pátria celeste.

  Que nesta quaresma, fortalecidos pela graça vivificadora de Deus, consigamos permanecer fiéis a ele, nos afastando daquilo que dEle nos afasta, e que nossa vida, seja para o mundo testemunho eficaz do Cristo que vive em nós.

“Entretanto, aquele que perseverar até o fim será salvo.” (MT 24,13) 



Kleyverson Bernardo
Catequista.